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Publicado em: 28-07-2010

FUNDO INCENTIVA EMPRESAS NO ESTADO DO RIO

Fundo incentiva projetos que estão gerando empregos no Estado do Rio em diversos setores

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Quando, ainda na faculdade de engenharia, os amigos Alessandro Geiser e Rogério Rodrigues decidiram abrir uma empresa, não imaginavam que, vinte anos depois, estariam produzindo sondas de perfuração de petróleo, muito menos para uma multinacional do porte da Petrobras. A dupla dos hoje bem sucedidos empresários da Proen Engenharia conseguiu, em 2009, concluir o projeto graças a uma captação de R$ 6 milhões feita na Investe Rio, a agência de fomento do governo do estado.  Na gestão Sérgio Cabral, o capital social da instituição saltou de R$ 4,6 milhões para R$ 165 milhões.

Alessandro Geiser e Rogério Rodrigues: projeto viabilizado pelo Investe Rio - Foto: Isabela Kassow

- Esse montante, se fosse captado nos bancos privados, simplesmente inviabilizaria o projeto – diz Alessandro Geiser, que ressaltou a agilidade na liberação dos recursos.

Segundo ele, o dinheiro saiu em dois meses e meio. Em setembro, a sonda estava pronta e em atividade. O contrato com a Petrobras já terminou, mas outros clientes apareceram e o equipamento não parou mais de funcionar. A cada contrato são gerados, pelo menos, 60 novos empregos.

- Mesmo nos contratos temporários procuramos sempre aproveitar a mão de obra de outros trabalhos. Afinal, eles já têm o ritmo e a filosofia da empresa – diz Rogério Rodrigues.

A Investe Rio funciona como um banco ou como agente avalista de uma captação. No primeiro caso, utiliza seus próprios recursos, no segundo atua como uma espécie de agente garantidor do empresário junto a instituições como, por exemplo, o BNDES. Foi o caso de Antônio Meireles: dono de uma fábrica de beneficiamento de carne bovina e suína, o português, que vive há 35 anos no Brasil, afirma “nunca ter visto um momento como esse.”

Com o dinheiro, Meirelles já contratou mais 120 pessoas e espera contratar outras cem - Foto: MK

Através da Investe Rio, Meireles captou R$ 7 milhões no BNDES e dividiu o dinheiro em três partes: aquisição de novos equipamentos, ampliação da unidade de produção em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e capital de giro. Em pouco mais de um ano, a meta é dobrar a produção não só de carne, mas de seus derivados, como hambúrguer, salsichas e linguiças, que ele já fornece para todo o estado. Com o dinheiro, contratou mais 120 pessoas e espera contratar outras cem.

Também na Baixada, em Nova Iguaçu, o engenheiro César Moreira se valeu do instituto estadual para garantir, com um aporte de R$ 4 milhões, o fluxo de capital de giro na sua empresa, a Usimeca, que constrói caminhões coletores de lixo. No local, produz todas as peças, da caçamba às engrenagens. Com 60 anos de existência, a empresa fornece para 60% do mercado nacional e exporta para 17 países, entre eles México, Chile, Venezuela, Peru e África do Sul.

- Sem capital de giro uma empresa não existe – diz o empresário, que vai entregar na Colômbia cinco carretas especiais para transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Segundo ele, é uma venda experimental, “para sentir o mercado”.

Os empréstimos da Investe Rio têm juros mais baixos que o mercado e prazos maiores de pagamento. Antônio Meireles, por exemplo, só começou a pagar após 12 meses e tem outros 24 para quitar. Além de juros altos, bancos privados costumam exigir muitas garantias, para evitar calotes.

- Banco não quer correr risco. É risco zero. Não está preocupado com o desenvolvimento. O Investe Rio está – diz Alessandro Geiser, da Proen Engenharia.

- Temos grandes projetos à nossa frente e somente nos basta que nos deem a chance de tocá-los – completa Antônio Meirelles.

César Moreira se valeu de R$ 4 milhões para elevar o fluxo de capital de giro na sua empresa, a Usimeca - Foto: Isabela Kassow

Galeria: Investe Rio

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